“Eu AMO o cenário de Valorant, com todo meu coração”, conta Letícia Motta

Letícia Motta é comentarista, streamer e vem atuando, ocasionalmente, como narradora em VALORANT. Conheça um pouco mais sobre a pessoa que vem atuando de forma magnífica no cenário dos esports.

“Eu AMO o cenário de Valorant, com todo meu coração”, conta Letícia Motta

Letícia Motta faz parte do corpo de transmissão oficial do VALORANT Esports Brasil, atuando como comentarista e, às vezes, surpreendendo com uma narração. Além disso, ela faz lives na Twitch em jogos variados e faz parte de inúmeros projetos sociais, ajudando mulheres e o público LGBTQIA+.

Conversamos um pouco com Letícia para conhecermos um pouco mais sobre ela.

Além de comentarista nas transmissões oficiais de VALORANT, atualmente você participa de diversos projetos – a maioria deles focados no cenário feminino e LGBTQIA+. Como é administrar tantos projetos e conciliá-los com suas obrigações, vida pessoal e tudo mais?

Sobre os projetos, são as coisas que mais amo fazer. Ainda quando eu era freelancer nos eSports, eu sonhava em ter um trampo “fixo” pra que eu pudesse me engajar mais paralelamente às causas sociais, de forma a usar minha influência como streamer por exemplo, para um “bem maior”. Então assim que consegui me estabelecer na Riot eu prometi que em gratidão ao que eu alcancei eu iria me dedicar a ajudar pessoas e projetos, sobretudo mulheres e outras minorias. 

Desde então, foram 20 mil aproximadamente arrecadados em prol de projetos que ajudam mulheres de diversas formas, seja com produtos de higiene (absorvente) ou até instituições que ajudam mulheres em situação de vulnerabilidade (violência). Administrar tudo isso em meio a minha rotina é puxado sim, mas eu entendo que acima de tudo o meu papel é influenciar outras pessoas a fazerem o bem e conhecerem essas causas melhor, mesmo que não possam ajudar financeiramente, só estar consciente desses problemas já é uma baita ajuda.

Letícia Motta
Ultimamente você vem atuando também como narradora nas transmissões oficiais do VCT. Isso surgiu de um pedido pessoal ou foi algo vindo ‘de cima’, para aliviar a narração do Bernardo “BiDa”?

Sobre a segunda questão, como equipe na Riot, a proposta que tenho feito com o Tixa (Guilherme “Tixinha” Cheida) não é bem fazer uma narração, mas a de construir uma conversa dinâmica durante a partida, puxando mais emoção em momentos que necessitam mais dela. Foi algo que me dispus a fazer desde o início, porque eu sou confortável em fazer algo assim, mesmo não sendo narradora de ofício. Também é uma proposta de “narração” mais parecida com o VCT EU (VCT Europa), um diálogo entre dois casters com mais emoção em alguns momentos.

Os casters de VALORANT vieram de outros jogos, praticamente não tendo nenhuma revelação. No entanto, você, junto com o Tixinha e o Melão, vieram de outro jogo da Riot, o League of Legends. Essa transição entre jogos veio por sua escolha ou da Riot Brasil?

Tanto eu como o Tixa estamos saindo da nossa zona de conforto para trazer algo diferente nesse momento em que precisamos nos adaptar. Então a ideia em si não foi nossa, mas sempre estivemos abertos para fazer o que fosse possível pelo show.

O crescimento de VALORANT não é apenas entre os jogadores, o cenário profissional cresce à todo vapor. Atualmente, temos diversos campeonatos nacionais e internacionais, com equipe surgindo exclusivamente por causa do jogo. Como é fazer parte disso?

Eu AMO o cenário de VALORANT, com todo meu coração. Sei que é um cenário ainda com problemas, mas o berço dele é bom. Temos muitas minorias e pessoas conscientes fazendo parte, como streamers posso citar a Paulinha Nobre e o Coreano (Eduardo “Coreano”), que são pessoas muito boas em conteúdo, e que representam muito o tipo de streamers que eu valorizo, conscientes e que educam sua comunidade. Além disso, a maioria das pessoas está engajada para construir algo sem toxicidade e inclusivo. 

VALORANT

Acho que quanto mais o tempo passa mais jogadores novos e bons surgem e isso é muito positivo pro nosso desenvolvimento enquanto região. Nossa mentalidade precisa ser a mentalidade de inclusão e de pé no chão, estudo, dedicação.

Quais são as dificuldades que você encontra com o trabalho de casters? Porque é um trabalho que demanda muito esforço em pouco tempo. Você faz algum tipo de acompanhamento com fonoaudiólogo ou algum exercício?

Eu faço acompanhamento com uma fono sim, que é contratada pela Riot para dar suporte pra gente. Honestamente, meu desafio diário é como trazer mais interesse do público pelo jogo. Então me esforço pra fazer um trabalho didático e abrangente, que não só ensina, mas que também converse com os jogadores mais experientes. Meu foco é conversar com todo tipo de público, tornar o VALORANT acessível a todos.

Letícia, você possui alguma pessoa como um modelo a seguir ou que sirva como espelho?

Não tenho muito bem um modelo, eu me inspiro em outras mulheres de diversas formas. Acho que pra mim, cada novo dia é um dia novo de estudo e mais aprendizado, nunca estou realmente satisfeita. Isso me faz melhorar, saber que não existe bem um certo e errado, mas pontos de vista.

Portanto, gostaria de ressaltar a atitude da Natalia Nara, durante essa partida feminina de futebol.

Pensando no futuro, quais são as suas expectativas, tanto pessoais quanto profissionais?

Minhas expectativas são sempre, entregar um trabalho melhor semana a semana. Balancear humor com conhecimento, além de dinâmica, velocidade, trazer novos pontos de vista (que mesmo que eu não concorde, são enriquecedores), e trabalhar para termos um cenário e comunidade mais respeitosos e inclusivos.”

Não deixe de conferir o trabalho da Letícia Motta nas transmissões oficiais do VALORANT Champions Tour (VCT Brasil). Fora o seu Twitter, onde ela fala sobre o cenário de VALORANT, informações de projetos e coisas da sua vida!

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*Escrito por Lucas Bauth